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3 Circuito de Moda e Arte


Começa neste final de semana a 3ª Edição do Circuito de Moda e Arte, idealizado por Danilo Blanco e Fernando Zelman, da Galeria Central, com apoio institucional do São Paulo Fashion Week (SPFW), que vai agitar a cidade com uma série de atividades variadas e gratuitas ao público. A maratona cultural inicia oficialmente no dia 15 de janeiro, com eventos na Aliança Francesa (unidades Brooklin, Jardins-Trianon e Centro) e Casa das Rosas, e prosseguirá até o dia 20 de fevereiro com atividades no Cinema Reserva Cultural e Centro Cultural Banco do Brasil.

O objetivo do Circuito é promover acesso democrático à cultura da moda, por meio de atividades abertas à população. O evento conta com o patrocínio do Banco do Brasil, Aliança Francesa e Rhodia, além do apoio da Lei Rouanet, de incentivo à cultura.

A Aliança Francesa do Brooklin abre a multiprogramação do ciclo com a exposição coletiva “Cinema Desenhado”, composta por desenhos e ilustrações gráficas, inspiradas nos filmes da Mostra Cinema de Moda do Centro Cultural Banco do Brasil, assinadas por 25 artistas conceituados, entre eles, Guilherme de Faria, Spacca, Flávio Del Carlo e Cristina Campana.

Na unidade Jardins-Trianon, o destaque é a exposição “La Sape”, do fotógrafo congolense, Baudouin Mouanda. Em suas fotos, Mouanda, considerado um dos mais renomados fotógrafos africanos da nova geração, retrata o cotidiano e a elegância irreverente dos sapeurs, termo usado para denominar dândis africanos, que há mais de 25 anos se exibem nas ruas pobres de Brazzaville, capital do Congo, e de diversos bairros africanos de Paris e Londres.

Já a Aliança Francesa do Centro promoverá a Mostra Cinema de Moda com exibições dos filmes “O Clã das Ádagas Voadoras” e “O Último Metrô”. Complementando as exibições, Cláudio Rocha, da revista Tupigrafia promoverá oficina prática, direcionada à impressão de tipos em camisetas trazidas por participantes. Destaque da Casa dos Criadores, o estilista Mário Francisco, da grife de moda masculina Dermetropol, encerra a programação da unidade com a palestra sobre processo criativo da moda contemporânea.

A Casa das Rosas apresenta a 9a edição da mostra itinerante “Roupa de Domingo”. A exposição reúne fotos, pinturas, ilustrações e outras obras em artes visuais, tendo como temática poesia e prosa, de artistas de renome como Cláudio Rocha, tipógrafo e editor da revista Tupigrafia, a publicitária Magy Imoberdorf, a poetisa Paula Valéria de Andrade; designer gráfica do Circuito, Mônica Jackson, entre outros.

O Cinema Reserva Cultural promete animar as manhãs de domingo com sessões de filmes acompanhadas de café da manhã francês e mesa-redonda sobre moda e arte. No dia 16, está programada a exibição de “Coco Chanel & Igor Stravinsky” e mesa-redonda “Circuito de Moda e Arte”, com as participações de convidados ilustres como Antonio Carlos Sartini (diretor do Museu da Língua Portuguesa), representante do Centro Cultural Banco do Brasil, de Cecira Armitano (museóloga e curadora independente em arte contemporânea) e de Maurice Nahory (diretor geral da Aliança Francesa).

Outro destaque do cine é a exposição “Passagem”, do fotógrafo Drago, com dez imagens do cotidiano e o comportamento dos personagens da av. Paulista, cartão-postal de São Paulo. A exibição do filme “Brilho de uma paixão” (dia 20/02) e mesa-redonda sobre moda contemporânea brasileira com convidado surpresa encerram a programação com chave de ouro.

A partir do dia 18, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) apresenta a Mostra Cinema de Moda com exibições de 30 filmes selecionados por grandes nomes do mundo da moda como os estilistas Reinaldo Lourenço e Dudu Bertoline, o jornalista César Giobbi, o consultor de luxo Carlos Ferreirinha, entre outros. No dia do aniversário de São Paulo, haverá palestra “História da Moda na Cidade de São Paulo”, com historiador João Braga. E no dia 28, o desfile “Por mares nunca dantes navegados”, dirigido por Jô Souza (professora de produção de moda da Faculdade Belas Artes) promete parar o centro com figurinos inspirados nas poesias de Camões e Fernando Pessoa, criados por novos estilistas.


Exposição de Figuinos Museu FAAP

Exposição : Christian Lacroix – Trajes de Cena
Direção Artística: Christian Lacroix
Curadoria : Delphine Pinasa, diretora Adjunta do CNCS
Cenografia : Michel Albertini
De 24 de agosto a 1º de novembro de 2009.
Local : Museu de Arte Brasileira – MAB
Rua Alagoas, 903
Higienopolis
São Paulo – Brasil


Horários :
De terça a sexta, das 10h00 às 20h00
Sábados, domingos e feriados, das 13h00 às 18h00
Entrada Gratuita





Christian Lacroix
Nascido em Arles, na França, em 1951, Christian Lacroix costurou estilos e referências de diversas épocas, revirando todas as regras já estabelecidas pela evolução da moda. Criou coleções desconcertantes nas quais predominam o luxo, a fantasia e, principalmente, toda sua audácia.

Há mais de vinte anos, antes mesmo de criar a sua Maison de costura, o estilista trabalha com uma paixão constante nas coxias dos teatros e em seus ateliês de costura. Conjuga a ciência da técnica da alta costura, o savoir-faire artesanal, truques e astúcias do palco, o respeito pelas obras e a sensibilidade pessoal dos atores. Ele gosta de evocar seus primeiros passos na costura, já que desde jovem, ao voltar do teatro, reinterpretava os trajes que havia visto em cena.

Em 2008, ele realizou o sonho de ser curador de museus, quando ficou à frente de duas exposições em comemoração aos 20 anos de sua maison. A primeira foi “Christian Lacroix, Histoires de Mode”, realizada no Musée dês Arts Décoratifs, em Paris. A segunda mostra “Christian Lacroix -Trajes de Cena”, idealizado para o CNCS, acontece a partir de agosto de 2009, no Museu de Arte Brasileira da FAAP. O requinte da alta costura de Lacroix já esteve presente na FAAP em 1997, quando ele apresentou as suas coleções em um desfile e uma exposição.


Exposição
Com curadoria de Delphine Pinasa, a mostra reúne aproximadamente 100 figurinos e 60 desenhos originais, criados pelo estilista francês, que já percorreram os principais teatros mundiais, vestindo atores e atrizes em produções de ballet, peças de teatro e óperas. Estão expostos, também, croquis, extratos de vídeos, entre outros.
Ballet: Les Anges Ternis (1987), Arsa y Toma (1996), Sherazade (2001), A Valsa dos Bom-bons (1998), Zoopsie Comédie (1986), Você a viu? (1991), C’est La Vie (1990), Second Skin (1988).
Teatro: Os Caprichos de Mariana (1994), Otelo (1995), Fedra (1995), A Floresta dos Corações Sombrios (2003), Chantecler (1986),.
Ópera: Cinderela (1986), Carmen (1989), Il Re Pastore (2003), Heliogabalo (2004), A Mulher sem Sombra (2005), Cosi Fan Tutte (2006), Actéon (2001), Dido e Enéias (2001), Les Arts Florissants (2004), Romeu e Julieta (2008).


Vitrine
SHERAZADE – vitrine 1
Produção exibida: coreografia Bianca Li, cenário Thierry Leproust, figurinos Christian Lacroix, iluminação Jacques Chatelet. Ópera Nacional de Paris, Palais Garnier, 2001.

Esta produção permanece no repertório do Balé da Ópera.
Composta em 1888 por Nikolaï Rimski-Korsakov, “Sherazade” é originalmente uma suíte sinfônica inspirada nas “Mil e uma noites”. Em 1910, Serge Diaghilev, diretor dos Ballets Russos, extrai da partitura um balé, coreografia de Michel Fokine, cenário e figurino de Léon Bakst, criado para a Ópera de Paris em 1910.

O Sultão surpreende sua esposa nos braços de outro e ordena sua execução. Desiludido com o amor, todos os dias tem novas noivas, a quem manda matar ao amanhecer para assegurar a fidelidade. Passado um tempo, quase não se encontram mais donzelas disponíveis. Para terminar com as execuções, Sherazade, filha do Vizir, se oferece como esposa e, sabendo que seria executada na manhã seguinte ao matrimônio, começa a contar-lhe estórias que interrompe na alvorada, deixando o Sultão curioso, com a promessa de terminá-la na noite seguinte. Repertório Ópera Nacional de Paris